GS Inima SAMAR realiza a capacitação de colaboradores para atuação segura com cães

GS Inima SAMAR realiza a capacitação de colaboradores para atuação segura com cães

Dados internos da concessionária apontam que, de 2018 até o momento, oito colaboradores da GS Inima SAMAR foram atacados por cães durante o exercício de suas atividades.

A GS Inima SAMAR mantém programas permanentes de capacitação e orientação voltados aos colaboradores que atuam diretamente nas ruas, especialmente leituristas e agentes comerciais, com o objetivo de garantir a segurança das equipes, o respeito aos animais e a execução adequada dos serviços realizados em residências e comércios.

 

Durante a rotina de trabalho, esses profissionais podem se deparar com cães que apresentam comportamento defensivo ou agressivo, inclusive com tentativas de ataque, o que pode dificultar a realização das atividades em campo. Diante desse cenário, a concessionária investe em treinamentos específicos para preparar os colaboradores a agir de forma técnica, cuidadosa e assertiva nessas situações.

 

Parte dessas capacitações é realizada em parceria com o 12º BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar). Em um dos treinamentos, o cabo PM Alves e o soldado PM Marçon instruíram um grupo de 21 colaboradores sobre temas como expressão corporal dos cães, atitudes corretas durante a aproximação e condutas seguras, além da simulação de situações envolvendo ataque de matilha. Entre as principais orientações repassadas, os policiais destacaram a importância de manter a calma, evitar movimentos bruscos e nunca dar as costas ao animal, buscando uma saída segura sempre que necessário.

 

Segundo o gerente comercial da GS Inima SAMAR, Luis Henrique Rodrigues, a capacitação é essencial para prevenir acidentes e orientar a atuação adequada dos funcionários. De acordo com ele, o conhecimento transmitido pelos profissionais especializados permite que os colaboradores minimizem riscos no dia a dia, preservando tanto a própria integridade física quanto a segurança dos animais.

 

Dados internos da concessionária apontam que, de 2018 até o momento, oito colaboradores da GS Inima SAMAR foram atacados por cães durante o exercício de suas atividades. Para o diretor técnico da concessionária, Eduardo Caldeira, a prevenção também depende do apoio da população. “Realizamos treinamentos frequentes com nossos colaboradores, mas é fundamental contar com a conscientização dos moradores para que, no dia da leitura, o animal seja mantido em local seguro”, destaca. A data prevista para a leitura do consumo de água está informada na fatura do imóvel.

 

Caldeira ressalta ainda que a atenção deve ser redobrada mesmo em residências com portão basculante, já que o animal pode acessar a caixa de correio ou o local onde o hidrômetro está instalado. “O ideal é prender o animal e mantê-lo sob controle durante a leitura, independentemente do tipo de portão. Infelizmente, ainda observamos muitos casos de portões abertos com animais soltos, o que coloca nossos colaboradores em risco”, completa.

 

Além disso, os policiais do 12º BAEP orientam que os moradores mantenham a vacinação dos animais em dia e evitem deixá-los soltos nas ruas, medidas que contribuem para a segurança da população, dos animais e dos profissionais que atuam nos serviços essenciais. Com essas ações, a GS Inima SAMAR reafirma seu compromisso com a segurança de seus colaboradores, o bem-estar animal e a prestação de serviços de forma responsável, ética e alinhada às boas práticas junto à população de Araçatuba.

 

Com 13 anos de atuação na GS Inima SAMAR, o leiturista Rodrigo De Paula conta que já sofreu cinco mordidas e que outros colegas tiveram casos mais graves, com atendimento médico para sutura e vacina antirrábica. O leiturista explica que cães soltos em bairros novos, ainda sem muros, também representam risco. A última vez que sofreu ferimento foi quando um grupo de cães avançou quando ele realizava a leitura. “Na maioria das vezes é na rua ou em locais sem muro, com cães soltos pelos donos ou aqueles que não tem lar, os cães comunitários”, relata.

 

Segundo Rodrigo, muitos incidentes acontecem mesmo quando o animal está dentro da residência, pois alguns conseguem escapar por grades ou portões abertos. Ele lembra que enquanto trabalhava e caminhava pela calçada um cachorro escapou pela grade da casa, avançou, mordeu e depois correu para dentro novamente. “A gente pensa que a grade ajuda, mas nem sempre”, comenta.

 

Rotinas de Prevenção e Treinamento

 

O profissional conta que utiliza uma “varinha”, ferramenta usada para erguer tampas e limpar visores dos hidrômetros, mas que também ajuda a manter distância de cães mais agressivos sem machucá-los. Ele também destaca as orientações recebidas nos treinamentos da empresa, que incluem técnicas de autoproteção. “Se o cachorro avançar e agarrar o braço, o recomendado é não puxar, mas ir no sentido do animal. Quando houver duas pessoas, uma deve ficar atrás do cão e erguer sua pata traseira, para fazer perder o equilíbrio e quando sentir que um grupo de cães na rua irá atacar, a orientação é desviar, seguir por outra rota e retornar depois para finalizar o serviço”.

 

Para casas sem muros, recomenda cercas, grades ou pequenos cercados que impeçam o acesso direto do cão à calçada. “Isso não protege só os leituristas, mas também motociclistas, crianças que voltaram às aulas agora e idosos que também já foram vítimas de mordidas”, afirma.